Vivemos uma crise energética no Brasil? Segundo o Prof. José Goldemberg da USP não, mas melhorar o atendimento ao consumidor já resolveria muita coisa. Relaciono abaixo alguns dos excelentes pontos de sua reflexão em artigo de opinião publicado na Folha de SP.
Embora os últimos meses tenham sido marcados por preços altos, apagões frequentes e prolongados em grandes centros urbanos e morosidade no reestabelecimento, o sistema elétrico nacional é adequado.
⚡ O Brasil produz eletricidade suficiente para atender todas as necessidades da população. Não há problema de fornecimento.
⚡ O Sistema Integrado Nacional (SIN) de transmissão de longa distância é excelente e cobre praticamente todo o território nacional.
O que falta para melhorar?
🔴 A eletricidade dos consumidores comerciais e residenciais é cara devido aos subsídios diretos (cerca de R$ 40 bilhões em 2023), tarifa social, energias incentivadas, perdas técnicas, custo de distribuição, etc.
🔴 Lobbies resultam em alguns absurdos, como a instalação de usinas renováveis (eólicas e fotovoltaicas) sem nenhuma preocupação com a conexão delas com as linhas de transmissão do SIN ou de usinas térmicas a gás em locais onde não há esse combustível; a renovação dos contratos de fornecimento emergencial com as termelétricas a carvão mineral.
🔴 A tendência das empresas privadas em terceirizar serviços técnicos de manutenção sem a devida supervisão tem se mostrado um problema.
✅ Distribuidoras devem estar sujeitas a sérias penalidades e até da perda da concessão com relação à qualidade do atendimento dos consumidores residenciais e o setor do comércio (sobretudo pequenos e médios estabelecimentos), e que sejam ressarcidos pelas perdas econômicas de eventos climáticos extremos rapidamente.
No pilar Social da agenda ESG, a qualidade do serviço prestado e a responsabilização por danos gerados aos clientes devem ser temas prioritários nos negócios.
💬 Comente: e você, qual sua opinião sobre esse tema relacionado à performance ESG das empresas do setor de energia elétrica?

