Terra arrasada. Vidas perdidas. Os temporais, extremos climáticos causados pelo El Niño e potencializado pelas mudanças climáticas, afetam rios de todo o Rio Grande do Sul e isolam cidades. Sete barragens correm o risco de se romper e Porto Alegre se prepara para uma cheia recorde nesse final de semana.
🚁 Condições do clima dificulta helicópteros de resgatar ilhados.
🚜 Agro na região prevê caos com as perdas de grãos não colhidos e produção paralisada.
Balanço até 03/05/2024:
⛈ 32 mortos no estado
⛈ 60 desaparecidos
⛈ 15 mil fora de casas
⛈ 154 cidades impactadas
⛈ 60 rodovias com bloqueios
⛈ 330 mil imóveis sem luz
⛈ 542 mil sem água
(Fonte: Folha de SP)
Estado de calamidade pública após enchentes é pouco para classificar o que está acontecendo no RS. Tragédia humanitária já anunciada pela ciência há décadas. A foto abaixo ilustra o que significa (in)justiça climática. Os danos são sempre mais severos aos mais vulneráveis.
🔴 E por aqui seguimos o ‘business as usual’. Empresas com metas de descarbonização para 2040, 2050; companhias tendo suas metas de redução de emissões removidas no Science Based Targets initiative; manutenção de incentivos a combustíveis fósseis e busca por novos poços de petróleo; cidades completamente vulneráveis e sem planos de adaptação às mudanças climáticas. A lista de incoerências entre discurso e prática é longa. Mas fico por aqui para não virar um textão.
Até quando isso?

