Transição energética justa no Brasil. Estamos no caminho certo?

A transição energética justa deve abrir novos caminhos para modelos de negócios inovadores e inclusivos. As soluções precisam ser viáveis economicamente, eficazes na redução das emissões de gases do efeito estufa e inclusivas.

Segundo a International Energy Agency (IEA), a migração para fontes de energia mais limpas e renováveis deve ser um processo inclusivo e centrado nas pessoas. Os benefícios e custos envolvidos na transformação do sistema energético devem ser distribuídos de forma justa, considerando os mais vulneráveis.

🔴 Estamos viabilizando uma transição energética justa no Brasil? Não.

Segundo Mauricio Bähr, CEO do grupo ENGIE Brasil, o modelo de subsídios para energias renováveis no Brasil se esgotou. Funciona como um “Robin Wood às avessas”, transferindo renda dos mais pobres para os ricos.

Destaco alguns pontos da excelente entrevista conduzida pela jornalista Alexa Salomão da Folha de S.Paulo:

✅ Não adiantam medidas localizadas. É preciso um diálogo na busca de soluções para o conjunto dos problemas, o que inclui a revisão de todo o modelo setorial.

✅ Hoje, o subsídio é um ônus na tarifa de energia elétrica para os consumidores de baixa renda. O subsídio para geração distribuída isenta, por exemplo, o consumidor que tem recursos para instalar painel solar. No fundo, ele deixa de pagar alguns custos das distribuidoras, mas esses custos não deixam de existir. A distribuidora precisa continuar investindo na rede, e o custo é compartilhado.

✅ É necessário definir como o Brasil vai elevar o consumo de energia, com geração de empregos, através da atração de indústrias que queiram descarbonizar as suas atividades, e que hoje operam em países onde não há esse tipo de matriz energética que o Brasil oferece.

💬 Vamos trabalhar para não deixar nenhum cidadão brasileiro para trás na transição energética?

Confira a entrevista completa aqui.

Deixe seu comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *